Entre os dias 27 e 29 de maio, em Manaus (AM), o Podáali – Fundo Indígena da Amazônia Brasileira realizou a 4ª Reunião do Conselho Fiscal. Mais do que um momento de análise de documentos e prestação de contas, o encontro marcou a chegada de novos conselheiros à governança do Fundo e reforçou um dos princípios que sustentam sua atuação direcionada à gestão indígena, construída de forma coletiva, transparente e comprometida com os territórios.

Ao longo dos três dias, os conselheiros acompanharam de perto os avanços, desafios e resultados alcançados pelo Podáali em 2025. A programação incluiu a análise do Plano de Ação, do Relatório Institucional,  dos documentos normativos e da auditoria do exercício, além de debates sobre os caminhos para fortalecer ainda mais a atuação do Fundo nos próximos anos.

A reunião foi marcada pela recepção dos novos membros do Conselho que participaram presencialmente: Iranilde Barbosa (conselheira titular), Josimara Baré (conselheira titular) e Lucas Escobar (conselheiro suplente). No dia 22, durante a Reunião Preparatória e de Orientação ao Conselho Fiscal, também foram dadas as boas-vindas à conselheira titular Samantha Xavante. O Conselho Fiscal passa a contar ainda com Anderson Tapuia como conselheiro suplente. Ambos foram eleitos na 11ª Reunião do Conselho Deliberativo. 

Da esquerda para a direita, os conselheiros Josimara Baré, Lucas Escobar e Iranilde Barbosa. Foto: Karina Pinheiro

Vindos de diferentes territórios, trajetórias e experiências técnicas, os novos conselheiros passam a contribuir diretamente para o acompanhamento das ações do Fundo, ajudando a garantir que os recursos cheguem às organizações indígenas de forma responsável, transparente e alinhada às prioridades dos povos da Amazônia.

Com o novo colegiado, a conselheira Josimara Baré afirmou que o momento é de muita expectativa e de conhecer mais de perto o funcionamento do Podáali para contribuir com o fortalecimento do Fundo, acompanhando suas ações e garantindo que sua atuação continue alinhada às necessidades e prioridades dos povos indígenas da Amazônia.

A chegada de Lucas Escobar também simboliza o fortalecimento da participação da juventude indígena nesses espaços. Ao lado de lideranças que têm perfil técnico com longa trajetória de atuação, ele passa a integrar uma governança que reúne diferentes gerações em torno de um objetivo comum: fortalecer as organizações indígenas e ampliar sua autonomia. “Entendemos que uma governança forte significa uma organização fortalecida e com melhores acessos a financiamento, principalmente quando se trata de fundos”, destacou.

Já Iranilde Barbosa ressaltou a importância da troca entre gerações na construção desse processo. Para ela, a experiência técnica das lideranças mais antigas e a energia das novas gerações caminham juntas no fortalecimento das organizações indígenas. “O jovem tem que participar mesmo. A gente vai dar a nossa contribuição, depois os outros assumem”, afirmou.

Com a nova composição, o Fundo segue ampliando sua capacidade de apoiar quem está na linha de frente da proteção dos territórios, da biodiversidade e dos modos de vida dos povos indígenas da Amazônia.

 

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